Inteligência Policial: efeitos das distorções no entendimento e na aplicação

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Felipe Scarpelli de Andrade

Abstract

O presente trabalho objetiva analisar o uso inadequado do termo “Inteligência” nas instituições públicas e privadas, sobretudo aquelas relacionadas à segurança pública, bem como demonstrar as consequências e desdobramentos que essa utilização indevida acarreta para a atividade. Ao destacar o aspecto metodológico da atividade de inteligência e traçar aproximações e diferenças com a investigação e produção do conhecimento científico, procura-se desenvolver ideias que delimitam a atividade de inteligência em contraponto as demais atividades de assessoramento, fiscalização e a própria investigação. Nesse sentido, analisa-se, a partir de conceitos e legislação, a inviabilidade do uso de algumas técnicas de investigação, notadamente aquelas dependentes de autorização judicial, na atividade de Inteligência. Nesse sentido, expõe-se a necessidade dos organismos de inteligência de se apropriarem efetivamente de técnicas e processos de trabalho da Inteligência, concluindo ao identificar a oportunidade de aprendizado ao delimitarmos seu conceito para, então, evoluirmos sua teoria, com contribuição para a fundamentação e fortalecimento dos estudos sobre a atividade de Inteligência.

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Author Biography

Felipe Scarpelli de Andrade, DPF

Especialista em Inteligência de Segurança Pública pela Univesidade Sul de Santa Catarina. Graduado em Turismo pela Universidade Estácio de Sá (2004). Analista de Inteligencia Estrategica pela Escola Superior de Guerra (2013). Agente de Polícia Federal. Professor da Academia Nacional de Polícia do Departamento de Polícia Federal (ANP/DPF) nos Cursos de Formação, Especialização e Aperfeiçoamento. Professor da Doutrina de Inteligência (DINT) da Polícia Federal nos cursos afetos à área de Inteligência Policial. Atualmente atuando na área de Inteligência Estratégica, Inteligência Policial e Segurança Pública.

How to Cite

Inteligência Policial: efeitos das distorções no entendimento e na aplicação. Brazilian Journal of Police Sciences, Brasília, Brasil, v. 3, n. 2, p. 37–54, 2013. DOI: 10.31412/rbcp.v3i2.57. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/57. Acesso em: 15 may. 2026.

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