Seguridad Ciudadana – Paradigmas y Ocupación Territorial en Brasil
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Resumen
En Brasil, hay una crisis de inseguridad cuya etiología permea la confrontación entre el paradigma dominante de seguridad pública y el paradigma emergente, ahora llamado seguridad ciudadana. Para comprender el paradigma emergente de la seguridad ciudadana y su materialización a través de programas de urbanismo social, se desarrolla una investigación con enfoque cualitativo, del tipo revisión de literatura, basada en fuentes primarias y secundarias, así como en un estudio de caso, a saber: el contexto de los Centros Comunitarios de Paz (COMPAZ) en Recife, Pernambuco, y su modelo de ocupación territorial. La elección de COMPAZ se debió a la experiencia de acumular importantes premios internacionales (ONU, Oxfam). Se ha demostrado que el paradigma dominante apoya una gobernanza centrada en la autoprotección del Estado, en una concepción más restringida del orden público, en la prevención policial y en la represión marcada por la metáfora de la guerra. El paradigma emergente antagoniza, proponiendo un concepto ampliado de orden público, basado en la centralidad del principio de ciudadanía, en los derechos humanos, en la integración y cooperación de múltiples agentes y en la Gobernanza Multinivel, destacando las causas mediatas e inmediatas de la violencia. Este hecho es corroborado por el estudio de caso que evidencia principios jurídicos y metajurídicos contrahegemónicos. Conscientes de los trazos de la crisis paradigmática, se defiende el desarrollo de nuevos protocolos operativos, con énfasis en la acogida social, la prevención integral y la acción coordinada en una red de actores públicos y privados.
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