La instrumentalidad constitucional-democrática de la investigación penal.

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Thiago Marcantonio Ferreira

Resumen

El artículo analiza el papel que juega la investigación criminal en el Estado social y democrático de derecho. El viejo paradigma de la instrumentalización individualista y unidireccional de la investigación criminal ya no se ajusta al espíritu de las sociedades constitucionales democráticas. Así, se propone la adopción de un nuevo paradigma que refleje los vectores axiológicos del constitucionalismo y las sociedades democráticas. La instrumentalidad constitucional-democrática de la investigación penal se manifiesta en la protección de los valores constitucionales y en la democratización de sus funciones. El artículo se desarrolla en cuatro partes. El primero demuestra la existencia de un deber legal estatal de investigar conductas violatorias del derecho penal como consecuencia lógica del derecho a la seguridad pública y como imposición del derecho internacional de los derechos humanos. A continuación, se discuten algunos aspectos de la investigación penal como materialización de este deber constitucional. Avanza a las discusiones en torno a la clasificación doctrinal del sistema procesal penal brasileño. Dado su carácter inquisitivo-garantista, informa sus dos pilares: separación de funciones y control externo. La parte final trae una reflexión sobre la instrumentalidad constitucional-democrática de la investigación penal que realiza la Policía Judicial en detrimento de las investigaciones realizadas por la fiscalía y la defensa.

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Biografía del autor/a

Thiago Marcantonio Ferreira, Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Brasília-DF, Brasil / Estudiante de Doctorado

Graduado en Derecho por el Centro Universitário Toledo, UniToledo, Araçatuba/SP (2001). Especialista en Ciencias Penales por la Universidad del Sur de Santa Catarina, UniSul (2008). Maestría en Derecho por el Centro Universitario de Brasilia, UniCeub (2021). Jefe de la Policía Federal. Trabajó en la Comisaría de la Policía Federal en Presidente Prudente/SP, en la Secretaría de Asuntos Internos de la Policía Federal, en la Dirección General de la Policía Federal y en la Dirección de Investigación y Combate al Crimen Organizado. Coordinador de Reclutamiento y Selección en la Junta de Administración de Personal (2018). Jefe de la División de Asuntos Sociales y Políticos (2018/2019). Jefe de la División de Represión de Delitos contra el Medio Ambiente y el Patrimonio Histórico de la Policía Federal (2019/2020). Coordinador General de Policía Suplente de Finanzas (2019/2020). Asesor Especial del Ministro de Justicia y Seguridad Pública (2020). Director de Inteligencia del Ministerio de Justicia y Seguridad Pública (2020/2021). Actualmente es el Coordinador de Protección a la Persona de la Dirección Ejecutiva de la Policía Federal.

Cómo citar

La instrumentalidad constitucional-democrática de la investigación penal. Revista Brasileña de Ciencias Policiales, Brasília, Brasil, v. 13, n. 9, p. 289–319, 2022. DOI: 10.31412/rbcp.v13i9.899. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/899. Acesso em: 6 sep. 2026.

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