Éditorial: Les professionnels de la sécurité publique en tant que sujets de droits- politiques publiques, qualité de vie et démocratie
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Résumé
Les relations entre l'idée du projet politique des droits humains et les politiques de sécurité publique planifiées par la classe politique et menées par les institutions policières présentent des tensions qui rendent difficile la consolidation d'un État démocratique de droit inspiré des principes des droits humains. L'un des principaux défi de cette relation consiste à élaborer un cadre qui permette aux agents de la sécurité publique de ne plus être seulement considérés comme des acteurs sociaux en première ligne dans la concrétisation des droits humains mais aussi comme sujets de ces mêmes droits humains, puisqu´ils participent et sont intégrants de cette même société à laquelle leur action policière est destinée. Cet article analyse et discute de manière critique les données relatives aux violences contre les policiers et à la santé de ces agents publics, à la lumière des politiques qui relient la sécurité et les droits humains, en se demandant si les policiers se perçoivent comme sujets de droits humains et s'ils sont de même perçus comme tels par la société dont ils font partie. Enfin, il interroge les conséquences de ces perceptions pour la réalisation de l'État démocratique de droit, notamment dans un contexte de redémocratisation, au Brésil, à partir des années 1980.
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