A Comunidade Virtual de Prática e o Moderador na Academia Nacional de Polícia: novas perspectivas de aprendizagem
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O presente artigo contribui para a discussão acerca da necessidade de reconhecimento oficial das comunidades virtuais de prática (VCOP) como eventos de educação continuada, e o moderador comunitário como atividade de magistério perante a Academia Nacional de Polícia. A pesquisa, de natureza qualitativa e caráter exploratório abordou a aprendizagem como ação estratégica na Polícia Federal e aspectos gerais envolvendo as comunidades. Dentre as VCOPs analisadas, constatou-se a presença de VCOPs ativas e inativas, sendo apontado como fator crítico o patrocínio de setores estratégicos da Polícia Federal. Aspectos organizacionais das VCOPs e a sua aplicação como modo de exercício de atribuições funcionais relacionadas à aprendizagem nos setores estratégicos da Polícia Federal são apresentados como potencialidades das comunidades. Ao final, são apresentadas as lacunas normativas e as suas implicações, cuja formalização poderá impactar positivamente nas ações educacionais.
Palavras-Chave: Comunidades Virtuais de Prática. Aprendizagem. Moderador. Gestão do Conhecimento.
Detalhes do artigo
O periódico tem direito de exclusividade sobre a primeira publicação, impressa e/ou digital, deste texto acadêmico, o que não afeta os direitos autorais do(s) responsável(eis) pela pesquisa.
A reprodução (integral ou parcial), do material publicado depende da expressa menção a este periódico como origem, mediante citação do volume, número da edição e do link DOI para referência cruzada. Para fins de direitos, deve ser consignada a fonte de publicação original.
A utilização dos resultados aqui publicados em outros veículos de divulgação científica, ainda que pelos autores, depende de expressa indicação deste periódico como meio de publicação original, sob pena de caracterizar situação de auto-plágio.
____________________________________________
Informações adicionais e declarações de autoria
(integridade científica)
Declaração de conflito de interesse: A autoria confirma não haver conflitos de interesse na condução desta pesquisa e escrita deste artigo.
Declaração de autoria: Todos e apenas os pesquisadores que atendem os requisitos de autoria deste artigo são listados como autores; todos os coautores são integralmente responsáveis por este trabalho em sua inteireza.
Declaração de originalidade: A autoria assegura que o texto aqui publicado não foi previamente divulgado em qualquer outro local e que a futura republicação apenas será feita com expressa referência ao local original de publicação; também atesta que não há plágio de material de terceiros ou autoplágio.
____________________________________________
Arquivamento e distribuição
É permitido o arquivamento do PDF final publicado, sem restrições, em qualquer servidor de acesso aberto, indexador, repositório ou página pessoal, a exemplo do Academia.edu e ResearchGate.
Como Citar
Referências
ALVARENGA NETO, Rivadávia Correa Drummond. Gestão do conhecimento em organizações: proposta de mapeamento conceitual integrativo. 2005. Disponível em: <http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:TCeO1xCZllkJ:scholar.google.com/&hl=pt-BR&as_sdt=0,5>. Acesso em: 01 jun. 2018.
ALVES, Lynn; BARROS, Daniela Melaré Vieira; OKADA, Alexandra. Moodle: estratégias pedagógicas e estudos de caso. 2009. Disponível em: <https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/2563/3/Livro%20Moodle.pdf. Acesso em: 01 jun. 2018.
APO. Knowledge Management Tools and Techniques Manual. Tokyo: Asian Productivity Organization, 2010. Disponível em: <http://www.apo-tokyo.org/publications/wp-content/uploads/sites/5/ind-43-km_tt-2010.pdf>. Acesso em 01 jun. 2018.
BATISTA, Fábio Ferreira. Proposta de um Modelo de Gestão do Conhecimento com Foco na qualidade. 2008. 287 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em: < http://repositorio.unb.br/handle/10482/1828>. Acesso em: 01 jun. 2018.
BORZILLO, Stefano. Top management sponsorship to guide communities of practice. Journal of Knowledge Management, v. 13, n. 3, p. 60-72, 2009. Disponível em: < https://www.emeraldinsight.com/doi/pdfplus/10.1108/13673270910962879>. Acesso em: 01 jun. 2018.
BRAGA, M.M. Especificação dos serviços essenciais a uma plataforma de software para comunidades de prática. 2008. Dissertação de mestrado. Disponível em:< https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/91308/260436.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 17 de ago. 2018.
BRASIL. Decreto n. 5.707/2006, de 23 de fevereiro de 2006. Institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, e regulamenta dispositivos da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Diário Oficial da União - Seção 1 - 24/2/2006, Página 3. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2006/decreto-5707-23-fevereiro-2006-541199-norma-pe.html>. Acesso em: 03 jun. 2018.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São Paulo, Senac, 2003.
CLEMENTI, J.A. Diretrizes motivacionais para comunidades de prática baseadas na gameficação. 2014. Disponível em:< https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/128683/328203.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 02 de ago. 2018.
COGER. Portaria n. 264-COGER/PF, de 10 de agosto de 2018. Publicada no Boletim de Serviço n. 155, de 13 de agosto de 2018, p. 2.
CORREIA, Marta Pinheiro Lemos. Aprendizagem e compartilhamento de conhecimento em comunidades virtuais de prática: estudo de caso na comunidade virtual de desenvolvimento de software livre DEBIAN-BR-CDD. 2007. Disponível em:< https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/8128>. Acesso em: 02 ago. 2018.
DIAS, Paulo. Da e-moderação à mediação colaborativa nas comunidades de aprendizagem. Educação, Formação & Tecnologias, p. 4-10, 2008. Disponível em:< https://www.google.com.br/search?q=Da+e-modera%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+media%C3%A7%C3%A3o+colaborativa+nas+comunidades+de+aprendizagem&oq=Da+e-modera%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+media%C3%A7%C3%A3o+colaborativa+nas+comunidades+de+aprendizagem&aqs=chrome..69i57j69i61j69i60.406j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8>. Acesso em: 02 de ago. 2018.
DALKIR, Kimiz. Knowledge management in theory and practice. Canada. Mcgill University, Burlington, Elsevier, 2005. Disponível em: < https://dianabarbosa.files.wordpress.com/2009/03/knowledge-management-kimiz-dalkir.pdf>. Acesso em: 01 jun. 2018.
GARVIN, David A. Building a learning organization. Harvard Business Review, Boston, July-August, 1993. Disponível em: < https://hbr.org/1993/07/building-a-learning-organization>. Acesso em: 01 jun. 2018.
KATO, David; DAMIÃO, Devanildo. Gestão do conhecimento e comunidades de prática, o caminho da inovação pela dinâmica da interação. O caso Abipti. XI Seminário de Gestion Tecnológica-ALTEC 2006, 2006. Disponível em:< http://files.gcportaiscorporativos.webnode.com/200000025-40935418ce/GC%20e%20Comunidades%20de%20Pratica%20-%20Caso%20ABIPTI.pdf>. Acesso em: 02 de ago. 2018.
KIENLE, A.; WESSNER, M. Principles for cultivating scientific communities of practice. In: VAN DEN BESSELAAR, P. et al. (Ed.). Communities and Technologies. Netherlands: Springer, 2005. p. 283-299. Disponível em:< https://link.springer.com/chapter/10.1007/1-4020-3591-8_15>. Acesso em: 17 de ago. 2018.
KISLOV, R.; HARVEY, G.; WALSHE, K. Collaborations for leadership in applied health research and care: lessons from the theory of communities of practice. Implementation Science, v. 6, n. 64, p.1-10, 2011. Disponível em: < https://implementationscience.biomedcentral.com/articles/10.1186/1748-5908-6-64>. Acesso em: 02 ago. 2018.
LAVE, Jean; WENGER, Etienne. Situated learning: legitimate peripheral participation. Cambridge: Cambridge University Press. 1991.
LISBÔA, E. S.; COUTINHO, C. P. O papel do E-moderador em comunidades virtuais: um estudo na rede social Orkut. 2009. Disponível em: < https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/9992/1/O%20papel%20do%20e-moderador%20nas%20comunidades%20virtuais%20-%20um%20estdo%20na%20rede%20social%20Orkut.pdf>. Acesso em: 02 de ago. 2018.
MACHADO, T.A. Comunidades virtuais de prática da academia nacional de polícia como espaço de aprendizagem organizacional na polícia federal. 2018. Dissertação de mestrado profissional, Unialfa.
MARIA, A. S. R. I.; FARIA, V. C. M.; AMORIM, M. A. A comunidade de
prática da rede nós: colaborando e compartilhando conhecimentos em
arranjos produtivos locais. Organizações & Sociedade, v. 15, n. 44, p.
-170, 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-92302008000100008&script=sci_arttext>. Acesso em: 02 de ago. 2018.
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Portaria n. 1.252/2017-MJ. Aprova o Regimento Interno da Polícia Federal. 2017. Brasília. Diário Oficial da União, publicado em 02/01/2018. Edição:1. Seção 1. Página: 40, 41, 42, 43, 44, 70.
MIRANDA, Maribel Santos; OSÓRIO, António José. Liderança em comunidades de prática Online–estratégias e dinâmicas na@ rcacomum. In: IX Congreso Iberoamericano de Informática Educativa. Universidad Metropolitana Caracas/Venezuela. Anais do RIBIE. 2008. Disponível em: < https://www.researchgate.net/profile/Maribel_Miranda_Pinto/publication/266372212_Lideranca_em_Comunidades_de_Pratica_Online_-_Estrategias_e_Dinamicas_na_rcaComum/links/542d6b4e0cf277d58e8cc3bb.pdf>. Acesso em 02 ago. 2018.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Teoria da criação do conhecimento organizacional. Criação de Conhecimento na Empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Gestão do conhecimento. Porto Alegre. Bookman Editora, 2008.
PENFOLD, P. Virtual communities of practice: collaborative learning and knowledge management. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON KNOWLEDGE DISCOVERY AND DATA MINING (WKDD), 3., 2010, Phuket. Anais... Phuket: CPS, 2010. p. 482-485. Disponível em:< https://www.computer.org/csdl/proceedings/wkdd/2010/3923/00/3923a482-abs.html>. Acesso em: 17 de ago. 2018.
POLANYI, Michael: The tacit dimension, Londres: Routledge & Kegan Paul, 1966.
POLÍCIA FEDERAL. Instrução Normativa n. 013/2015-DG/DPF, de 15 de junho de 2005. Define as competências das unidades centrais e descentralizadas do Departamento de Polícia Federal. Brasília. Boletim de Serviço n: 113, de 16 de junho de 2005.
_________________. Portaria n. 5962-DG/DPF, de 08 de dezembro de 2015. Institui a Política de Gestão do Conhecimento da Polícia Federal. Brasília. Boletim de Serviço n. 232, de 09 de dezembro de 2015.
________________. Portaria n. 6194/2016-DG/DPF, de 16 de março de 2016. Institui a Política de Desenvolvimento de Pessoal no âmbito da Polícia Federal. Brasília. Boletim de Serviço n. 052, de 17 de março de 2016.
_______________. Instrução Normativa n. 113/2017-DG/PF, de 04 de maio de 2017. Disciplina as ações educacionais realizadas no âmbito da Academia Nacional de Polícia. Brasília. Boletim de Serviço n: 085, de 05 de maio de 2017.
________________. Portaria n. 4453/2014-DG/DPF, de 16 de maio de 2014. Aprova a atualização do Plano Estratégico 2010/2022, o Portfólio Estratégico e o Mapa Estratégico da Polícia Federal, e dá outras providências. Brasília. Boletim de Serviço n. 093, de 19 de maio de 2014. Disponível em: < http://www.pf.gov.br/institucional/planejamento-estrategico>. Acesso em: 03 jun. 2018.
________________. Instrução Normativa n. 010/2007-DG/DPF, de 08 de junho de 2007. Regulamenta as ações de educação a distância implementadas pela Academia Nacional de Polícia e respectiva retribuição pelo exercício de encargos de atividades desta modalidade.
Publicada em Boletim de Serviço n. 111, de 12 de junho de 2007.
SCHMITT, Sabrina Rebelo. Fatores críticos de sucesso à manutenção de comunidades de prática e suas dimensões de análise. 2012. Disponível em: < https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/103420>. Acesso em: 01 jun. 2018.
SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. São Paulo. Best Seller. 2009.
SVEIBY, Karl Erik. The new organizational wealth: managing & measuring knowledge-based assets. San Francisco. Berrett-Koehler Publishers, 1997.
TARAPANOFF, Kira (Org). Inteligência, informação e conhecimento em corporações. Brasília. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), 2006.
VON KROGH, George; ICHIJO, Kazuo; NONAKA, Ikujiro. Facilitando a criação do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
WENGER, Etienne. Communities of practice: learning, meaning and Identify. Cambridge, USA: Cambridge University Press, 1998.
WENGER, Etienne; MCDERMOTT, Richard; SNYDER, Willian M.: Cultivating communities of practice: a guide to managing knowledge. Boston: Harvard Business School Press, 2002.
WILBERT, Julieta Kaoru Watanabe. Características de VCoPs que influenciam processos de inovação: estudo de caso em uma empresa pública brasileira. 2015. Disponível em:< https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/135512/334492.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 02 ago. 2018.
VILLANUEVA-LLAPA, A. Comunidades de prática como ferramentas da gestão de conhecimento em projetos. 2014. Tese de Doutorado. USP. Disponível em:< http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-29042015-182256/en.php>. Acesso em: 17 de ago. 2018.